Cola, corrupção e outros jeitinhos desonestos de se sentir esperto

Como professor, há muito tempo tenho estratégia de deixar o aluno fazer uma folha de A4 frente e verso com o resumo da matéria para usar na hora da prova. É uma maneira de força o cara a, pelo menos, ver o conteúdo que vai cair e, ao mesmo tempo, não me aborrecer com cola. Bom, você diria, ainda resta a coisa de colar um do outro. Ah sim... Resta, mas vamos a realidade dos fatos. Se o aluno quiser colar do outro colega ao lado, isso é um fator quase inevitável.

O peso da autoridade moral

Sempre senti falta de uma autoridade moral em ambientes sociais como trabalho, comunidade religiosa, escola, enfim, no convívio externo ao lar. Autoridade moral é aquela que se constrói em uma carreira, em uma vida, pedra por pedra erguendo uma imensa estrutura sem uma mácula. Constatei cedo que em meio que há disputa de poder e dinheiro isso é muito difícil, mas, espero eu, não impossível. Uma autoridade concedida por força da lei ou de conchavos é sempre olhada com desdém e desconfiança.

A origem - episódio III - O ciúme

Outro dia, eu dirigia e pensava em dramas da literatura como Otelo e mesmo Dom Casmurro. Pensava em qual seria a origem do ciúme lembrando dos célebres casos que vimos na arte. Ocorreu-me, então, a ideia do sentimento de posse. O(a) ciumento(a) tem dificuldade de aceitar-se como alguém digno(a) de com quem está. Considera sempre a possibilidade de perda no minuto seguinte, pois qualquer um que se aproxime será muito melhor do que ele(a).

Nada mais do que sua obrigação

Uma das frases mais eficientes para matar qualquer boa vontade futura é essa: não fez mais do que a obrigação (normalmente, falada às escondidas após o favor prestado). Muitas vezes, esquecemos que ainda que seja obrigação é algo que poderia não ser feito e nos deixar numa situação complicada.

Das coisas que eu falo e das que você entende

Existe um universo de informações e "verdades" entre o que eu falo e o que você compreende. Quisera eu que tudo que eu dissesse chegasse a você como realmente o foi dito. Mas não é assim.  As pessoas entendem as coisas como querem e, muitas vezes, como sua próprias mazelas psicológicas a levam a entender. Certa vez, vi uma mulher fazer um discurso panfletário sobre o racismo porque um dia, ela estava em uma festa, e um convidado perguntou a ela onde pegava uma bebida. Hã..

Maltrapilhos wear - um jeito mendigo de ser

Entrei em uma loja de roupa outro dia para comprar uma calça nova. ( Mulheres, aprendam uma coisa: lojas de roupas são as coisas menos atraentes que um homem pode desejar estar ). A vendedora, como praxe, trouxe um monte de calças e 90% delas me fariam parecer um tiozão completemente sem noção, daqueles que o pessoal olha e pensa: caraca, ó o tiozão sem noção! Ridículo .. Na pilha de calças, havia uns modelos que vinham cheias de bolsos, outras cheias de detalhes...........

A origem - episódio II - A ganância

Querer mais e mais é uma manifestação natural de insegurança de quem acha que, no momento seguinte, vai faltar. Mesmo que conscientemente  se saiba que não vai  faltar, a pessoa carrega o fantasma de pensar: mas e  se faltar? A partir daí, segue um processo de moldagem do indivíduo e suas necessidades ao tamanho do consegue. Não há limites morais para ele.

A origem - episódio I - A inveja

Tenho pensado muito sobre a origem das coisas, principalmente dos sentimentos e atitudes. Dos mais nobres aos mais mesquinhos, todos eles surgem de algum lugar, crescem sob algumas condições e se expandem conforme a oportunidade que lhe aparece.

A mais difícil de todas as aprendizagens

Tenho aprendido a duras penas a ter paciência e, nessa aprendizagem, tenho contemplado melhor um monte de coisas que passam despercebidas a todos nós. Preocupamo-nos em aprender um ofício, uma lida, um conteúdo, mas tudo isso requer a aprendizagem primeira da paciência. Requer entender que tudo tem seu tempo e o que mata é a ansiedade. O que mata é morrer de véspera com aquilo que ainda nem aconteceu. Mas insistimos em ter... é. Não temos isso. E basta. Queira você ou não.

O problema está com quem bate

Sempre ouvia minha amada e saudosa avó dizer que o mal feito fica pra quem faz e não para quem recebe. Lá na minha tenra idade, achava uma besteira isso. Afinal, a porrada dói em quem apanha e não em quem bate. Entretanto, foram necessários uns vinte a trinta anos para que entendesse que se dói em quem apanha, também cura em quem apanha.

Paradoxo da prepotência - o contrassenso

Não sei de onde alguns profissionais de saúde tiram tanta arrogância e prepotência. Outro dia eu lia um fórum sobre tratamentos de cálculos biliares e lá pela tantas, alguém que se identificava como "médico" disse que não havia jeito senão a cirurgia e que a única pessoa capaz de saber o que era bom para a saúde da pessoa era o médico. Ou seja, creia em mim, pois eu sou a verdade e a luz e aquele que crê em mim viverá para sempre... Era tudo fruto da imaginação daquelas pessoas... Não.

Vaidades das vaidades.. tudo é vaidade

O vaidoso é um idiota (no sentido helênico da palavra aquele que só pensa em si mesmo) por natureza. Não falo da vaidade que quer deixar a si mesmo mais bonito, mais novo, mais forte, mais chique, enfim, mais qualquer coisa que agrade aos olhos. Falo do vaidoso estúpido que faz tudo na espera do agradecimento, do reconhecimento, das placas, dos títulos, das honras...

No fundo, no fundo.. e daí?

Sabe o que é legal com o tempo? Pois é, tem coisa legal em envelhecer. Todo mundo pensa que só tem coisa ruim como perder o cabelo, rugas, ficar grisalho , digerir mal alguns alimentos, sentir cansaço mais intensamente e optar por uma cama a uma balada, enfim, parece que é o fim que se aproxima. Mas não. O mais legal depois dos 40 é a ausência de necessidade de ficar dizendo quem somos e no que cremos o tempo todo. Tentam ser diferentes sendo exatamente iguais a todo mundo... E daí?.

A doença da carência (e, obviamente, da falta do que falar)

Acho interessantíssima uma sala de espera de consultório médico. É um lugar em que há a maior troca de carências que se pode imaginar. As pessoas sentam e se sentem na obrigação de conversar e mais, de relatar suas doenças, as doenças de seus parentes, enfim, a doença de qualquer um que inspire piedade. Alguém deveria dizer que, em sala de espera de consultório médico, pode-se falar de assunto que não seja doença. Acredite, pode-se falar de futebol, política e até sobre o BBB.

Pesos e medidas - Quanto vale o profissional?

Outro dia um colega do curso de enfermagem, onde leciono comunicação e expressão, estava indignado. Ele dizia ter um processo trabalhista contra determinada empresa e que o advogado lhe cobrara 30% do que ele iria receber e explicou que isso era padrão. Dias depois o advogado lhe procurou para pedir se ele conseguia uns exames para ele (o advogado), obviamente, de graça. Ele não pensou duas vezes e disse:

Só o tempo traz certas coisas

Leciono em uma turma de 1º período de um curso superior freqüentado predominantemente por garotos e garotas de 18 a 20 anos e outro dia deparei-me com um situação inusitada. Como explicar um texto que falava sobre o massacre da rotina e o processo de coisificação do homem no trabalho cotidiano se estava diante de um público que acabou de sair do ensino médio, oriundos de uma classe média que, muitas vezes, nunca trabalhou e só conhece como rotina o caminho de casa para escola, da escola para o c

Sem condições de viver em sociedade

Eu até entendo (mas não justifico) uma pessoa, em um ato de descontrole, matar a outra. Uma briga, uma arma, uma discussão, uma ameaça, um confronto, um descontrole, um tiro, um morto. Isso é o ser humano. Agir por impulso sob forte emoção. Depois ver a besteira que fez. Entretanto, o que me assusta não são esses casos, mas aqueles premeditados.

Aprenda a amar sua solidão

A solidão é a única coisa que nos é legítima e ainda assim, passamos a vida nos embriagando com a ideia de que temos amigos, temos família, temos lugar, temos rótulos que nos agregam e inserem em algum lugar, em algum grupo. Entretanto, a vida é um quarto escuro em que entramos sozinhos, somos tateados, abalroados, trombados, amparados por mão que não são nossas e que não possuem compromissos a não ser com elas mesmas.

Um Indiana Jones em cada perfil

O facebook nos trouxe um sentimento meio confuso. Um misto de surpresa ou até mesmo inveja ao vermos alguns amigos/colegas/conhecidos de infância em situações, lugares, trabalhos, lazeres etc que impressionam. Acredite, isso, aos 40 anos, não é raro: ter amigos/colegas/conhecidos que viveram como Indiana Jones ou Lara Croft. Algumas vezes, clico em uns perfis de velhos companheiros e descubro que desde o tempo em que nos conhecemos até hoje,que eles fizeram uma viagem religiosa à India, se engaj

Quanto custa o carnaval? E quem paga a conta?

Entra ano e sai ano, sempre me pergunto isso. Quanto custa o carnaval? Não falo das festas nos sambódromos Brasil afora numa espécie de CTRL+C/CTRL+V do carnaval carioca, mas me pergunto sobre o custo colateral da festa. Qual o custo dos engarrafamentos? E dos acidentes? Qual o custo dos atendimentos médicos provocados pelos excessos? Qual o custo da limpeza? Qual o custo da segurança? E os banheiros químicos...? Quanto custam as festas de rua com seus conjuntos e bandinhas contratadas por prefe


« anterior 1 3 4 5 6 7 8 9 ... 20 21
diHITT | Guia Comercial | Business Directory | termos de uso | contato do diHITT
diHITT é uma propriedade da Connecorp LLC - EUA